sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cuidado com o que você ouve




O que   levou   João a exortar os crentes com estas palavras: “Amados não deis créditos a todo espírito...?” O tempo presente; “não deis crédito a qualquer espírito” indica que os leitores de João eram propensos a aceitar sem crítica todo o ensino que parecesse inspirado. Era preciso mostrar-lhes que identificar o sobrenatural com o divino é um erro perigoso.
Nem tudo que é sobrenatural é divino. O apóstolo Paulo escrevendo sobre os poderes do anticristo disse: “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de satanás, com todo o poder e sinais e prodígios de mentira”. 2 Tessalonicenses. 2: 9
Nos dias do apóstolo Paulo, havia um homem chamado Simão que anteriormente exercera em Samaria a arte mágica e tinha iludido a gente de Samaria, dizendo que era uma grande personagem. O vers. 10 do Cap. 8 dos Atos dos Apóstolos diz-nos que, “todos o atendiam, desde o mais  pequeno até ao maior, dizendo: “Este é a grande virtude de Deus”.
No livro de Jó no cap. 1:19  lemos sobre um vento forte que sobreveio do deserto e derrubou a casa em que estavam os filhos de Jó matando a todos. Esse vento soprou de forma sobrenatural, mas não era divino. Nós sabemos muito bem quem o provocou.
O diabo pode usar o que Deus criou para realizar os seus propósitos demoníacos.
O inimigo pode fazer prodígios e sinais. Sendo assim, tenhamos cuidado com  aqueles que vêm com uma mensagem como se fosse de Deus, fazendo maravilhas. O apóstolos João nos adverte: “Amados não deis crédito a qualquer espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.”
No evangelho de Mateus 7:22 lemos que naquele dia final  “muitos dirão: senhor, senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”. Então o Senhor lhes dirá abertamente: “nunca vos conheci, apartar-vos de mim vós que praticais a iniquidade”.
Estes que realizaram todas estas coisas, pareciam ser de Deus, mas não eram.
Sempre foi necessária a avaliação dos mestres religiosos. A prova passada por Jesus como critério dessa avaliação foi “moral”  “pelos seus frutos os conhecereis”. O apóstolo João também aplicou provas morais sobre a justiça e o amor. “Qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão, não é de Deus”. 1Jo. 3:10
Tem muita gente por ai dizendo-se profeta, dizendo que receberam uma revelação especial da parte de Deus; mas são injustos, mentirosos, e tem o coração amargurado. “Amados, não deis crédito a qualquer espírito, mas provai se os espíritos são de Deus”.
Os apóstolos Paulo e João, admitiam que mesmo o crente mais simples, tinha o direito de julgar, de examinar o ensino dos seus mestres. Os reformadores insistiram nisso.
Dissemos que a prova passada pelo Senhor Jesus como critério dessa avaliação foi moral. Mas há também provas teológicas .
Vejamos o que nos diz o Senhor em Deuteronômio 13: 1-5,  Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio e suceder o tal sinal, ou prodígio de que te houver falado dizendo: vamos após outros deuses e sirvamo-los. Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos. Porquanto, o Senhor vosso Deus vos prova para saber se amais o Senhor vosso Deus como todo o vosso coração e com toda a vossa alma”.
Cristo disse: “Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm até vós, vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” ”porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível até os escolhidos. Mas, vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo”. Mateus 7: 15  e  Marcos 13: 22,23
Há uma necessidade urgente de discernimento entre os cristãos. Existe hoje, muita tolerância para a falsa doutrina.
Pr. José Vasconcelos da Silva Filho
Pastor da Igreja Presbiteriana Fundamentalisa do IPSEP - Recife - PE

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