quinta-feira, 4 de novembro de 2010

EVOLUÇÃO x CRIAÇÃO


                                        

Nos dias de hoje quando propomos um estudo sério sobre o relato da criação encontramos basicamente duas grandes vertentes: Evolucionista e Criacionista.
A primeira e cada vez mais propagada, nos ensina que o cosmos presente, no sentido de tudo que existe, veio a existência pela operação das forças da natureza ou de algum tipo de princípio agindo sobre a “substância” já existente no “caos” anterior – dentro desses parâmetros se acomodam plenamente o ateísmo, o materialismo, o dualismo, o panteísmo, o politeísmo, ou seja, ancoram nesse porto o moderno cientismo e o paganismo. Costumamos chamar simplesmente de evolucionismo. Como complemento ao que citamos sobre essa linha de “raciocínio”, afirmam que essa “evolução”, esses princípios criativos continuam operando nesse momento, criando inclusive novas espécies, continuamente.
Essa corrente se depara com um grande obstáculo que são a primeira e a segunda lei da termodinâmica (lei universal e comprovada) que afirmam que todos os sistemas atuais tendem a decair e desorganizar-se se contrapondo radicalmente aos conceitos fundamentais da evolução. Outro obstáculo intransponível, do ponto vista científico e prático, é a lei de conservação da matéria e da energia (lei universal e comprovada). Essa lei é a mais fundamental e certa de todas as leis científicas, e estabelece que no presente nada esteja sendo criado ou destruído.
Deste modo, os processos ou princípios empregados na criação não operam mais, portanto, não podem ser estudados ou analisados pelos modernos cientistas, o que concorda prontamente com o que sustenta a segunda vertente, que afirma que Deus criou todas as coisas em seis dias literais e depois no sétimo dia “descansou” de forma enfática e conclusiva, conforme encontramos na Bíblia (Gn 2:1-3).
 A bíblia, para os criacionistas e mais especificamente o seu primeiro livro “Gêneses”, se constitui no alicerce sobre o qual se consolida toda estrutura das Escrituras. Esse livro em particular, foi citado nada menos de sessenta vezes, inclusive por Jesus e seus apóstolos que obviamente o reputava como um livro Histórico e divinamente inspirado.
A questão chave para os criacionistas se encontra em duas premissas:
1) o primeiro versículo da Bíblia é o mais importante e fundamental de todos. “No princípio criou Deus os céus e a terra”. “Quando cremos de fato neste versículo, temos pouca dificuldade em crer em todo o restante da palavra de Deus. Este único versículo refuta a todas as diversas pseudo-teorias inventadas pelos homens acerca das origens” (Criação ou Evolução, p.9, Herry Morris);
2) o Salmo 14:1 afirma que só o “insensato” pode dizer no seu coração que Deus não existe, principalmente quando é realisticamente possível contemplar toda a “evidência” da criação a nossa volta. Qualquer pessoa medianamente razoável deve reconhecer a existência de um grande e poderoso criador. Henry Morris nos diz o seguinte: ”É notável que a Bíblia não tenta provar que Deus existe antes de narrar o que Ele fez. Ela simplesmente parte de Deus, dando por líquido e certo o fato de Sua existência e Sua onipotência. Na verdade, a Escritura afirma que só o “insensato pode dizer no seu coração que não há deus.” (Criação ou Evolução, p.9).
Tudo que Deus criou em sua completude, e viu que tudo era muito bom, bem como a conclusão e o clímax que foi a criação do homem apontam para um trabalho plenamente realizado, seja criando ou organizando, em seis dias literais, e os processos empregados por Deus não operam mais.
Com toda certeza esse debate entre as duas vertentes nos conduz a outros temas debatidos sempre de forma contundente e acalorada. Se o evolucionismo afirma que Deus não existe, Adão é um mito, que o Dilúvio não se deu nem na forma e nem intensidade relatada na Bíblia, acredita que certos resultados determinados são causados pela ação e a interação de elementos de forma “aleatória” na operação criadora (Teoria do caos). Temos o Criacionismo Bíblico, que testemunha de Deus através das Escrituras e da ação do mesmo no universo e na vida do seu povo, diz ser Adão o primeiro homem pleno criado matriz genética dos seres humanos (matriz mitocondrial), o Dilúvio nos termos descritos nas Escrituras, que Deus tudo criou de acordo com sua perfeita vontade, tudo perfeitamente estruturado (Design Inteligente).  
A despeito de tudo que expomos nesse pequeno artigo, e me detendo na proposta da aleatoriedade no processo de criação defendida pelos evolucionistas, me sinto compelido a propor a alguém, que creia realmente nisso, que desmonte totalmente seu relógio e o ponha numa caixa com tampa, logo depois sacuda um milhão de vezes ou mais, acreditando firmemente que em algum momento irá acontecer uma combinação de forma “aleatória” e o seu relógio será restituído a sua forma original.    
Como é impossível para o homem natural acreditar em Deus!
Espero ter dado a minha humilde contribuição para o assunto proposto. Deixo o seguinte salmo para meditação: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles...pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir.” Salmo 33:6,9.


 Sem. Tony Pessoa
É nosso colega no Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil em Recife.

1 comentário:

Creio Nas Santas Escrituras disse...

É bem verdade que a evolução ganhou status de fato científico, mais pela sua propagação do que pela sua comprovação, mais hoje cada vez torna-se maior a fileira dos que vem o universo como um designer inteligente, mesmo aqueles que querem continuar com seus pressupostos ateístas porque na verdade é isso que está por trás da evolução, vêem o universo como parecendo ter um designer. mas por causa do pressuposto não aceitam a verdade de Deus no universo criado.