quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Recordando o Nascimento de Jesus



Pr. José Vasconcelos da Silva Filho

Recordar e comemorar o nascimento de Jesus é um ato que está ligado intimamente ao caráter do cristão. Verdade é que todos os dias temos o dever e até necessidade de, lendo um capítulo só que seja do evangelho, recordarmos o nascimento, as obras, as maravilhas, a doutrina, a morte, a ressurreição e  ascensão do nosso querido Salvador e ver em tudo isso o seu amor divino e a sua grande misericórdia.         
Diz-nos o evangelista Lucas que naqueles tempos, ordenou Augusto, imperador romano, que se fizesse o senso ou alistamento, de todos os seus súditos.
A Águia romana queria, no seu orgulho, ufanar-se mostrando ao mundo o poder das suas armas e a vitória por elas alcançadas, sobre tantas nações que então gemiam sob o seu jugo.
Uma delas era a Judéia. Pátria dos santos patriarcas, mãe de tantos inspirados profetas, e que dera o berço a  um Samuel,  a  um Davi, a um Salomão, que assombrara os reinos da terra com a magnificência do seu reinado.
Agora a Judéia tinha de sujeitar-se como conquistada, às ordens do imperador romano e todos os seus súditos se encaminhavam para a capital, Belém, a fim de cumprirem com o decreto real.
Para muitos, especialmente os pobres, velhos e doentes, era esta uma peregrinação penosa. E, entre esses peregrinos lá iam a Pátria do rei Davi; José o carpinteiro e Maria. A jovem pobre, a virgem de Nazaré.
Maria estava grávida, esperava em breve dar à luz o fruto concebido em seu ventre por obra e graça do Espírito Santo, conforme lhe anunciara o anjo Gabriel. Lucas 1:30
A gravidez não lhe permitia fazer a jornada com tanta rapidez como os demais que iam a Belém.
José, esposo dedicado e justo, acompanhava-a, esperando o momento em que se cumprissem as palavras que ouvira da boca de um anjo do Senhor “não temas receber a Maria por tua mulher, porque o que dela se gerou é obra do Espírito Santo. Mateus 1:18-20
Chegaram em Belém, não encontraram pousada.  As hospedarias estavam lotadas de forasteiros.
Era noite, uma dessas noites lindas, estreladas serenas, bem que eles poderiam passá-la ao relento ao ar livre; mas, o estado melindroso de Maria não permitia tal coisa.
Era necessário procurar um abrigo para passar a noite e o único lugar encontrado foi uma manjedoura, pousada humilde, junto dos animais que descansavam ao pé da cocheira.
Ali se abrigaram José e Maria. Alta noite, a virgem mãe deu a luz o divino filho, e não havendo outro aposento, outro berço,  ali mesmo foi recostado o filho de Deus, o Criador Supremo do universo, o Salvador do mundo.
Deitado numa manjedoura, tendo como berço umas poucas palhas e umas pobres roupas ali derramou suas primeiras lágrimas aquele que veio enxugar as nossas.
Oh! Que misericórdia imensa. Quando te dignastes Senhor baixar e sofrer por amor de nós pecadores.
Sim, prezados irmãos, somos indignos de tão grande amor,  mas olhemos para o evangelho de Jesus e vejamos o que ele nos diz, “Hoje, vos nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor”.

Pr. José Vasconcelos da Silva Filho
Pastor da Igreja Presbiteriana Fundamentalista do IPSEP 
 

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