sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Música: Sacra ou profana? Parte 1


             A música profana é a  musica não-sacra, vínculada as tradições não religiosas ou culticas da intelectualidade humana. O termo refere-se também a toda a música feita fora do culto ou sem o intuíto do louvor. (Wikipédia, a enciclopédia livre).
Deus quer que aquilo que é associado a Ele seja diferente do mundo, mas atualmente, nem sempre é isso o que acontece.(Jeremias 15:13 a 18). Neste capítulo Deus aconselha o povo a fazer diferença entre as coisas sagradas e as profanas e os abençoa. Ezequiel 22:26  Deus chama a atenção do povo que não fazia diferença entre o santo e o profano.
Ezequiel 44:23  Deus  diz  que devemos ensinar o povo a fazer diferença entre o Santo e o Profano.) As coisas tem mudado em todos os lugares, o “mundo” tem entrado na igreja. Hoje muitas igrejas introduzem o lixo criado pelo inimigo para desonrar a Deus, e outros recursos são introduzidos em seus cultos “contemporâneos” para atrair pessoas,   principalmente  os jovens, enquanto que os esforços para promover e encorajar a espiritualidade tornaram-se secundários. Não poderia ser diferente com a Música.
A Música profana com letra sacra tem sido misturada nos cultos e adoração a Deus que já nos aconselhou que devemos fazer distinção entre o Sagrado e o Comum. “Quando se associa o comum com o sagrado sempre há perigo de que o comum tome o lugar do sagrado... Quando se une o que é objetável com o que é sagrado... As bênçãos (divinas) não podem pousar sobre a obra realizada”.
Bem, sabemos que não devemos misturar e o Sacro com o profano, ou seja, a música sacra não deve se misturar com a profana. Notem que aqui nós estamos falando apenas de música, estamos fazendo uma análise apenas da música, sem levar em consideração a letra. É justamente aqui que muitos desavisados são enganados pois pensam que uma letra, que fala de Jesus santifica uma música profana.
É importante observarmos as Escrituras,  pois a Bíblia está cheia de música, tanto de canções quanto de relatos sobre seu uso na vida dos povos, tanto num contexto sacro quanto num ambiente profano. O livro de Gênesis biografa sucintamente o "pai" dos instrumentos musicais, sem referir o propósito de uso, se sacro ou profano: Jubal, filho de Ada, descendente de Caim, inventou a harpa e o órgão (Gênesis 4.21).
Há outras referências num contexto profano. Labão reclamou de Jacó ter partido em segredo por não lhe poder dar uma festa ao som de cantos, tamborins e harpas (Gênesis 31.27). Quando estava triste, Saul pedia que Davi lhe tocasse alguma canção na harpa (1Samuel 16.23). A música fazia parte da vida das famílias, algumas das quais tinham cantores permanentemente à sua disposição (Eclesiastes 2.8), já que naquela época obviamente não havia discos nem equipamentos para os tocar... Outras famílias tinham instrumentos em casa e os tocavam em casa (Amós 6.4-6). Nas festas não podiam faltar harpas, liras, tamborins e flautas, acompanhando as canções (Isaías 5.12; 24.8; Lucas 15.25). No plano sacro, os grandes feitos de Deus na vida do Seu povo são lembrados com músicas. Quando o povo passou pelo mar Vermelho, Moisés liderou um cântico público pelo extraordinário livramento (Êxodo 15). Quando ajudou seu povo a derrotar um inimigo, Débora entoou um cântico célebre (Juízes 5).
Com Samuel, Davi e Salomão, a música sacra hebréia alcançou seu apogeu. O ensino da música, por exemplo, fazia parte do currículo dos profetas (1Samuel 10.5: 19.19-24; 2Reis 3.15; 1Crônicas 25.6). Chegou a haver cantores profissionais, remunerados pelo departamento religioso do Estado (1Crônicas 9.33; Neemias 7.1, etc.). O templo era uma verdadeira escola de música, com cantores e instrumentistas atuando o tempo todo (2Samuel 6.5; 1Crônicas 15, etc.).  Não por acaso, o maior dos livros bíblicos constitui-se de uma coletânea de poemas feitos para serem cantados individual e congregacionalmente.


Israel Belo de Azevedo
Pastor  e  Diretor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil




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