sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cristãos e o álcool


Lembro-me de certo jantar em que comi com um grupo em um restaurante. A garçonete veio nos servir e perguntou: “O que desejam para beber? Alguém gostaria de um drinque?” Um dos nossos anfitriões a cortou dizendo: “Não, somos cristãos”. O presunçoso farisaísmo de nosso anfitrião não somente embaraçou a garçonete, que estava simplesmente fazendo seu trabalho, mas passou uma mensagem errada sobre o cristianismo. Cristianismo não é sobre comida nem bebida.

Beber álcool é um assunto controverso na comunidade cristã. Muitos argumentam que Jesus nunca bebeu vinho e que quando os fariseus o chamaram de beberrão estavam distorcendo a verdade. Eles também argumentam que o vinho que Jesus criou nas bodas de Caná era sem fermento. Esse tipo de argumento, contudo, reflete uma péssima e tortuosa abordagem do texto bíblico; isso acontece quando as pessoas chegam ao texto bíblico com um viés cultural. Muitos estão convencidos de que a abstinência total é o único caminho espiritual, mas não aprendemos tal coisa das Escrituras — nem do Antigo Testamento ou da celebração da Páscoa. Se fizéssemos um estudo da palavra vinho na Bíblia, veríamos as coisas como são. Deus santificou a bebida e alertou contra o excesso, porque embebedar-se é pecado. Deus não daria alertas contra a embriaguez a pessoas que bebiam suco de uva.

Essa visão é ofensiva para muitos. Os que estão convencidos de que não podem beber vinho, não devem jamais permitir que vinho toque seus lábios, já que para eles isso é pecado. Para outros não é. Nosso irmão não deve nos julgar, e não devemos julgar nosso irmão.

Fonte: R. C. Sproul, Estudos bíblicos expositivos em Romanos (Editora Cultura Cristã).
Vi no Facebook do Felipe Sabino

1 comentário:

MANANCIAL disse...

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