segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As Representações do Corpo e da Sexualidade em Lutero e Calvino


A Reforma Religiosa do Século XVI,  considerada a face religiosa do renascimento, privilegiou a leitura dos clássicos: As Sagradas Escrituras do Velho e do Novo Testamento, alçados pelos reformadores à categoria de Palavra de Deus, o
registro seletivo dos atos de Deus na História do seu povo, portanto, a única regra de fé e prática. Em última instância, os reformadores Martinho Lutero e João Calvino elegeram São Paulo e Santo Agostinho como divisor de águas para a solução dos problemas teológicos, e, mormente, àqueles relacionados ao corpo e a sexualidade.
O pensamento luterano  sobre o corpo e a sexualidade encontra-se em seus sermões e suas cartas pastorais e fundamentam-se,  (Lutero,1995, p.160-193), sobretudo, na sua interpretação da I Epístola de Paulo aos Coríntios. Quanto ao corpo e a
sexualidade Lutero foi generoso para um homem da sua época. O corpo é considerado
o templo do Espírito Santo, a morada de Deus. Não existe conflito entre o corpo e o
espírito humano: ambos são duas faces de uma mesma realidade, unos e indivisíveis.
Martinho Lutero:“Que é o templo de Deus?  Acaso pedras e madeira? Não diz Paulo:
É santo o templo de Deus que sois vós?”(Lutero, 1995, pp. 55) Na concepção luterana
a santificação é considerada uma obra da graça de Deus através do Espírito de Cristo.
As penitências não são apenas combatidas são consideradas uma afronta a Pessoa e a
Obra do próprio Cristo.
Martinho Lutero escreveu sobre a sexualidade a partir da teologia do
Apóstolo Paulo e de Santo Agostinho.  Seus escritos destinavam-se a orientar o
rebanho protestante que nasceu em torno de suas idéias, contudo, demonstram  um
avanço nesta questão: a) Não existe uma pedagogia sexual em Lutero. A questão da
práxis sexual, isto é, sobre o que deve  ser praticado no leito conjugal, deve ser
resolvido pelo casal; b) Lutero não apresenta  nenhuma relação entre o sexo e o
pecado original, portanto, não há nenhuma correlação entre a sexualidade e a
culpabilidade humana  original; c) A sexualidade é vista como inerente à própria
identidade do ser humano, Martinho Lutero: e a sexualidade Lutero foi generoso para um homem da sua época. O corpo é considerado o templo do Espírito Santo, a morada de Deus. Não existe conflito entre o corpo e o espírito humano: ambos são duas faces de uma mesma realidade, unos e indivisíveis.
Martinho Lutero:“Que é o templo de Deus?  Acaso pedras e madeira? Não diz Paulo:
É santo o templo de Deus que sois vós?”(Lutero, 1995, pp. 55) Na concepção luterana a santificação é considerada uma obra da graça de Deus através do Espírito de Cristo.
As penitências não são apenas combatidas são consideradas uma afronta a Pessoa e a Obra do próprio Cristo.
Martinho Lutero escreveu sobre a sexualidade a partir da teologia do Apóstolo Paulo e de Santo Agostinho.  Seus escritos destinavam-se a orientar o rebanho protestante que nasceu em torno de suas idéias, contudo, demonstram  um avanço nesta questão: a) Não existe uma pedagogia sexual em Lutero. A questão da práxis sexual, isto é, sobre o que deve  ser praticado no leito conjugal, deve ser resolvido pelo casal; b) Lutero não apresenta  nenhuma relação entre o sexo e o pecado original, portanto, não há nenhuma correlação entre a sexualidade e a culpabilidade humana  original; c) A sexualidade é vista como inerente à própria identidade do ser humano, Martinho Lutero: Por isso, cada qual tem que aceitar o corpo tal como Deus lho criou,  e não está em meu poder transformar-me em mulher, e não está em teu poder transformar-te em homem. Tal como fez a ti e a mim, assim somos: eu um homem, tu uma mulher. (Lutero, 1995, p. 161)
d) O sexo é considerado como natural e necessário para homens e mulheres, a sexualidade é decorrente da vontade de Deus para a pessoa humana:
 Por conseguinte, assim como não está em meu poder deixar de ser homem, também não estar em meu poder ficar sem mulher. Analogicamente, assim como não estar em teu poder deixar de ser mulher, também não está em teu poder ficar sem homem. Pois aí, não se trata de livre escolha ou decisão, mas de algo necessário e natural: quem é homem tem que ter uma mulher, e quem é mulher tem que ter um homem. (Lutero, 1995, p. 162). 
e) Homens e mulheres devem se respeitar mutuamente no relacionamento sexual Martinho Lutero:
E Deus quer que essas boas criaturas sejam honradas e respeitadas como obra divina, e não permite que o homem despreze ou ridicularize a mulher ou a moça. Nem tampouco, a mulher, o homem, mas cada qual honre a pessoa e o corpo do outro como boa obra de Deus, que agrada ao próprio Deus. (Lutero, 1995, p. 161-162).
f) O sexo como obrigação, no casamento, deve preservar seu caráter de ato voluntário e altruísta tanto pelo homem quanto pela mulher: Aqui S. Paulo instrui os cônjuges sobre seu comportamento em relação aos deveres conjugais e fala do dever de atender aos desejos do parceiro. É portanto dever e, ao mesmo tempo, deve acontecer de voa vontade.” (Lutero, 1995, p. 192-193)
g)  O marido é obrigado pelo matrimônio a garantir e manter o prazer sexual da mulher no leito conjugal e;
h) A mulher é igualmente compungida a garantir e manter o prazer  sexual do marido;
i) Também a mulher tem os mesmos direitos e privilégios sexuais do homem, portanto, deve ser tratada como igual;
 j) A relação sexual  do casal deveria ser mantido inclusive com arranjos e combinações consentidas para garantir o prazer do parceiro no caso de impedimento grave (Lutero, 1995, pp. 163-173);
k) Deus é misericordioso com os pecados sexuais cometidos no leito conjugal: “Esse dever é a razão por que Deus faz concessões ao estado matrimonial e lhe perdoa coisas que em outras circunstâncias, castiga e condena.” (Lutero, 1995, pp. 192-193) a reafirmação de que o pecado original não foi de natureza sexual abriu novas possibilidades para a sexualidade no casamento.

Fonte: Apostila de Bio Teologia do Magister Divinitatis da Fateffir

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